quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Morte!

A morte é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.
Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...
Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...




MORRE.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu?
O livro que ficou pela metade?
O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER...
A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...
Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outro, tudo isso termina...
Numa colisão na freeway...
Numa artéria entupida...
Num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis...
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...


A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...
Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. 
ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo?
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...
Perdoe...
Sempre!!

sábado, 7 de abril de 2012

Ontem Chorei.

“Ontem, eu chorei. Voltei para casa, fui para o meu quarto, sentei na beira da cama, chutei os sapatos, desabotoei o sutiã e caí no choro. Quero que vocês saibam que eu chorei até meu nariz escorrer molhando a blusa de seda que comprei na liquidação. Chorei a até minha cabeça doer tanto, que eu mal via a pilha de lenços de papel no chão aos meus pés.
 Quero que vocês saibam que ontem eu chorei pra valer. Ontem, eu chorei por todos os dias em que estive ocupada demais, ou cansada demais, ou com raiva demais para chorar. Chorei por todos os dias, por todas as formas e por todas as vezes que desonrei, desrespeitei e desliguei meu Eu de mim mesma. Mas meu Eu se refletiu de volta para mim quando os outros fizeram comigo as mesmas coisas que eu já fizera comigo mesma. Chorei por todas as coisas que me foram roubadas; por todas as coisas que eu pedi e que não consegui receber; por todas as coisas que, depois de conquistar, eu dei a outras pessoas em circunstâncias que me deixaram vazias, gasta e exaurida.
 Chorei porque realmente chega um momento em que a única coisa que nos resta é chorar. Ontem, eu chorei. Chorei porque meninos pequenos são abandonados pelos pais; e as meninas são esquecidas pelas mães; os pais não sabem o que fazer e por isso vão embora; as mães são abandonadas e ficam com raiva. Chorei porque eu tive um menininho, e porque eu ainda era uma menina pequena, e porque eu era uma mãe que não sabia o que fazer, e porque eu queria tanto que meu pai estivesse comigo, que chegava a doer. 
Ontem, eu chorei. Chorei porque feri alguém. Chorei porque fui ferida. Chorei porque a ferida não tem para onde ir senão até o mais fundo da dor que a causou, e quando chega lá a dor acorda você. Chorei porque era tarde demais. Chorei porque tinha chegado a hora. Chorei porque minha alma sabia que eu não sabia que minha alma sabia tudo o que eu precisava saber. Chorei um choro espiritual ontem, e esse choro me fez muito bem. E me fez muito, muito mal. 
Em meio ao meu choro, senti minha liberdade vindo, porque ontem, eu chorei sobre cada momento da minha vida.”

domingo, 1 de abril de 2012

Livro: Soul love (A noite o céu é perfeito)

Capa do Livro

Olá pessoal quanta saudade hein! hoje venho trazer a vocês um livro que li e simplesmente me apaixonei.
Confesso que não sou muito fã da leitura, mais este em especial me chamou atenção 
Esse livro de capa fofa e míseras 206 páginas me encantou! Nunca havia ouvido falar de Lynda Waterhouseaté eu adicionar o livro no meu skoob, e olha, vou começar a procurar saber mais sobre os livros dela!
Soul Love tem a narrativa feita por Jenna, uma garota ruiva com mechas louras no cabelo, que tem apenas 15 anos. Descrita como problemática, “impossível” e atual causadora de rugas em sua mãe, que diz que somente com muito botox poderá preenche-las.  No início descobrimos que Jenna andou aprontando alguma coisa muito séria em seu colégio em Londres. Aparentemente ela estava adquirindo toda a culpa, protegendo alguns de seus amigos. A mãe dela não aguenta mais as encrencas da filha e resolve como castigo levá-la para passar o verão com sua tia Sarah, na cidade chamada Little Netherby. Sua tia não era uma pessoa muito organizada, morava em um chalé cheio de objetos estranhos e cuidava de um sebo na cidade.
O que Jenna não sabia é que sua tia havia acabado de ter uma desilusão amorosa e também estava em trapos. Ou seja, a garota havia sido levada pra lá pra ser “cuidada” pela tia, mas parece que os papéis seriam invertidos. Além disso ela acaba vendo um Garoto Misterioso, dono de um peito muito, hum… charmoso. Só que esse garoto esconde segredos muito sérios, e que o que ela havia aprontado em Londres não era nada comparado ao que ele tinha que passar. Na cidade ainda havia Cléo uma menina muito ligada ao Garoto Misterioso. Eles compartilham o mesmo segredo e lutam juntos para sobreviver. O problema é que ao mesmo tempo que Jenna aprende muito na cidade, ela vai ter que ser forte pra aguentar o que pode acontecer.
Lynda escreve de uma forma forte e leve ao mesmo tempo. Eu senti todas as emoções da personagem. Ri, chorei, fiquei com raiva, nervosa, e tudo isso ao longo das descrições. Isso é incrível porque o livro é muito pequeno, mas consegue contar toda a história e descrevendo de uma forma ótima. Além disso a autora aborda um assunto muito, muito delicado. Nunca havia lido nada que abordasse esse tema. E na hora que descobri isso, levei um susto.
O final é surpreendente, mas pode ser que não agrade a maioria. Eu torci muuuito, mas não deu certo. O que eu falo pode parecer meio avoado, mas é que eu não quero deixar transparecer nem um spoiler comprometedor. Só posso dizer que a leitura desse livro é muito legal! E recomendo!


Bjos, e até a próxima!