Era uma vez uma história que não deveria começar assim. Não é mais um conto de fadas, não é sobre uma princesa, e muito menos sobre uma pobre menina completamente boazinha e que fica presa em seu quarto. Nessa história não existe príncipes, carruagens, tranças, bruxas. É tudo muito real. Acontece com todos. Uma decepção, um sofrimento, um amor. Ela era divertida as vezes muito tímida. Com todos simpática. Possuía um sorriso lindo, uma face adorável, um corpo razoável. Ela adorava sonhar, e por incrível que pareça ela era inteira. Ela cantava, dançava, saia, conversava, não se apaixonava, não chorava. Vivia para si. Como todos, chegou um dia que ela provou da paixão. Inexperiente, adorando essa nova ideia, acreditando no seu final feliz, se entregou.. E depois ? E agora ? Bom.. Dentro dela se formou um furacão se chamado amor e quando resolveu ir embora deixou para trás tudo devastado. Não foi nada de príncipe, nada de sapos. Era um homem, aqueles que você vê todos os dias. Ele dizia amar, respeitar, prometia coisas impossíveis mais se julgava capaz de realiza-las. Ela experimentou do amor, conviveu com a dor, tolerou falsidade, superou desavenças, e continua com a vida. Hoje tem a certeza de que não se tem tudo pra sempre. E aquela garota que nasceu para o mundo hoje vive em seu quarto com medo de si e de todos lá fora.
Bjos até a próxima
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
Minha Insônia é você !
“Há muito tempo eu não perdia uma noite por causa de alguém. Talvez tenha sido a pior noite da minha vida depois que te conheci. Engraçado, porque todas às noites eu vou dormir com você na cabeça, mas dessa vez foi diferente. Foi diferente porque ontem eu não senti saudade como o de costume, era só tristeza mesmo.
O que eu sentia era uma imensa vontade de por um ponto final nessa nossa história sem começo. Mas, ao mesmo tempo eu queria acreditar que você era diferente, porque eu sempre tive esperança em você, sempre achei que você iria me fazer ver o mundo com outros olhos. Fiquei durante muito tempo pensando numa maneira certa de agir, foi aí que decidi esquecer essa porra de quase-amor que eu sinto por você.
E era isso que mais doía, o quase-amor, porque no fundo eu queria que fosse amor. Mesmo assim, insisti em colocar um ponto final. Jurei pra mim mesmo que ontem à noite seria última vez que eu iria olhar suas fotos e ouvir a nossa música, apaguei suas mensagens, exclui suas fotos, joguei fora tudo que me lembrava você. Bateu o desespero e chorei igual uma pré-adolescente quando leva seu primeiro fora. Chorei até dormir e acordei lembrando que havia sonhado com você.
Agora nem dormir em paz eu posso mais, ver você se tornou uma questão de fechar os olhos. Não chorei mais, em compensação quebrei meu juramento assim que saí da cama, fui correndo ver suas fotos e jurei de novo que seria a última vez.
Fiquei triste o dia inteiro, aí você me procura, inevitável, acabei sorrindo ao ver você falando comigo. Droga, você também não me ajuda. Queria tanto ficar bem sem você, sem falar, sem contato, mas ao mesmo tempo quase morro quando você não me conta como foi seu dia. Já basta essa distância insuportável e ficar um dia sem ter noticias suas acaba comigo. Mas, decidi que preciso te esquecer.
Só que eu acabo lembrando, de como você é lindo quando ta comigo, do seu sorriso, dos seus olhos fixados nos meus, das suas mãos nervosas no meu corpo, de como é bom dormir com você e sentir sua boca na minha enquanto a gente “tenta” dormir. Talvez essa é a parte que mais me dói, ter que esquecer tudo isso. Ou talvez, o que mais me dói é ter fantasiado a nossa relação porque você me deu espaço pra isso. Durante muito tempo eu esperei por você, mas infelizmente, eu não moro em um castelo e muito menos sou uma princesa, pra ficar procurando em você um príncipe pro meu conto de fadas. A não ser que você construa um castelo e me peça pra ficar e nunca mais desistir de você.”
O que eu sentia era uma imensa vontade de por um ponto final nessa nossa história sem começo. Mas, ao mesmo tempo eu queria acreditar que você era diferente, porque eu sempre tive esperança em você, sempre achei que você iria me fazer ver o mundo com outros olhos. Fiquei durante muito tempo pensando numa maneira certa de agir, foi aí que decidi esquecer essa porra de quase-amor que eu sinto por você.
E era isso que mais doía, o quase-amor, porque no fundo eu queria que fosse amor. Mesmo assim, insisti em colocar um ponto final. Jurei pra mim mesmo que ontem à noite seria última vez que eu iria olhar suas fotos e ouvir a nossa música, apaguei suas mensagens, exclui suas fotos, joguei fora tudo que me lembrava você. Bateu o desespero e chorei igual uma pré-adolescente quando leva seu primeiro fora. Chorei até dormir e acordei lembrando que havia sonhado com você.
Agora nem dormir em paz eu posso mais, ver você se tornou uma questão de fechar os olhos. Não chorei mais, em compensação quebrei meu juramento assim que saí da cama, fui correndo ver suas fotos e jurei de novo que seria a última vez.
Fiquei triste o dia inteiro, aí você me procura, inevitável, acabei sorrindo ao ver você falando comigo. Droga, você também não me ajuda. Queria tanto ficar bem sem você, sem falar, sem contato, mas ao mesmo tempo quase morro quando você não me conta como foi seu dia. Já basta essa distância insuportável e ficar um dia sem ter noticias suas acaba comigo. Mas, decidi que preciso te esquecer.
Só que eu acabo lembrando, de como você é lindo quando ta comigo, do seu sorriso, dos seus olhos fixados nos meus, das suas mãos nervosas no meu corpo, de como é bom dormir com você e sentir sua boca na minha enquanto a gente “tenta” dormir. Talvez essa é a parte que mais me dói, ter que esquecer tudo isso. Ou talvez, o que mais me dói é ter fantasiado a nossa relação porque você me deu espaço pra isso. Durante muito tempo eu esperei por você, mas infelizmente, eu não moro em um castelo e muito menos sou uma princesa, pra ficar procurando em você um príncipe pro meu conto de fadas. A não ser que você construa um castelo e me peça pra ficar e nunca mais desistir de você.”
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Que Correria
Olá pessoal i ai como estão ???Bom fim de ano chegando, provas, trabalho, amigos, vida social , amor.......vira tudo um turbilhão de coisas que acabam não virando nada. Na verdade minha vidinha esta bem assim ultimamente muita coisa pra ser feita, falada..... mais poucas de fatos se realizam.
Bom o post de hje é pra dize que Sim estou sumida e Sim estou devendo muita coisa pra vocês, mais como disse a correria anda tomando conta de mim e os tempos ociosos, eu acabo por não fazer absolutamente nada. "E como não fazer nada as vezes é bem né rsrsrsrs" .
Mais cá estou prometendo mais uma vez que nessas ferias me empenharei mais nesse espaço e trarei coisas bastante interessantes que ja estou providenciando. Então aguardem só mais uma semaninha, e eu garanto meus queridos que vocês não se arrependerão.
Ta combinado ?
Então fiquem com Deus e não desistam aqui do Insônia rsrsrs
Bjoos e até a proxima !
domingo, 21 de outubro de 2012
Top 5 comerciais de tv
Olá pessoal quanto tempo hein ! Quanta falta que eu estava sentido de vocês mais é que a falta de tempo e a preguiça tomaram conta de mim nesses últimos meses , a faculdade então nem me falem.
Mais hoje voltei pra falar daquilo que me deixa mais feliz que é uma boa gargalhada e uma risada longa.
Então trago-lhes um top 5 dos videos de comerciais televisivos que mais me fizeram cair na rizada nesses últimos tempos:
Quem não caiu na rizada quando viu pela primeira vez esse comercial, eu simplesmente achei genial e ri litros.
Mais hoje voltei pra falar daquilo que me deixa mais feliz que é uma boa gargalhada e uma risada longa.
Então trago-lhes um top 5 dos videos de comerciais televisivos que mais me fizeram cair na rizada nesses últimos tempos:
Quem não caiu na rizada quando viu pela primeira vez esse comercial, eu simplesmente achei genial e ri litros.
Ahhh esse "É TIPO NET" virou moda e é preferencia nacional
"não é tão bom mais é tipo net" sempre caio na gargalhada
Esse é top ri muito e achei extremamente criativo
Fora a comédia muito bem feita , me diverti muito
Essa eu ri por horas apesar de não ser nacional é chorante de mais
adorei horrores
Pra mim sem duvidas essa é a mais inteligente e bem feita e minha predileta toda vez que eu vejo além de cantar e fazer a dancinha eu racho de rir por um bom tempo.
Bom galera esses foram os videos e em breve eu volto com mais post's pra vcs.
Bjosss da BiH
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Ele nunca te mereceu
Pare, menina, pare!
Drama nunca foi coisa de nos conduzir a lado absolutamente nenhum. Olhe só: ele era só um cara, um idiota quebra-corações. Para quê tanta importância assim? Dê-se ao valor,moça. Mulher nunca precisou de rapaz para se auto-cuidar. Mulher é muito mais que isso: mulher é independente, forte, poderosa. Mulher é tudo o que você é, tudo o que você ainda não descobriu que possui. Mas uma coisa eu te garanto: você é mulher. Daquelas rixas, bem fortes. Você não precisa dele. Se convença disso:vocênãoprecisadele. Encaixota esse amor e chuta ele para bem longe. Com tanto moço bom por aí, você tinha logo de olhar para aquele, não é mesmo? Então vá, agora é hora de aprender a desviar esse olhar para outro que realmente o mereça. Ei, você se lembra? “Nada é superior ao meu salto, ao meu baton e muito menos ao meu rimel.” Nada. nada. NADA. Porque ele? Ele é daqueles que tua mãe te avisa, te dá na cabeça umas mil vezes e no final acaba sempre dizendo: “Pau que nasce torto,tarde ou nunca se endireita.”. E não, rapariga, você não morreu, sua vida não acaba aqui e ele não era o ar que você respirava… Você se livrou de coisas sem valor, para ter a chance de remodelar seu coração. Algumas coisas simplesmente nós temos que deixar ir e, sem darmos conta, a grande felicidade que nos foi destinada chega, tomando lugar no nosso coração. E talvez tenha sido isso que aconteceu, moça: algo muito melhor tomou lugar no seu coração, só você ainda não conseguiu enxergar o quê. Mas uma coisa eu te garanto: que tomou, tomou, pois nada se vai em vão.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
A Morte!
A morte é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.
Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...
Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...
MORRE.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu?
O livro que ficou pela metade?
O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER...
A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...
Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outro, tudo isso termina...
Numa colisão na freeway...
Numa artéria entupida...
Num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis...
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...
A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...
Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo?
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...
Perdoe...
Sempre!!
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário.
Tem planos para semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório...
Colocar gasolina no carro e no meio da tarde...
MORRE.
Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu?
O livro que ficou pela metade?
O telefonema que você prometeu dar a tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER...
A troco de que?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviram para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.
Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego. Mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de duvidas quanto à profissão escolhida...
Mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outro, tudo isso termina...
Numa colisão na freeway...
Numa artéria entupida...
Num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis...
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas...
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas...
A apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você que dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manha.
Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito...
Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem vindo...
Já não há muito mesmo a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo?
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.
Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.
Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da vida...
Perdoe...
Sempre!!
sábado, 7 de abril de 2012
Ontem Chorei.
“Ontem, eu chorei. Voltei para casa, fui para o meu quarto, sentei na beira da cama, chutei os sapatos, desabotoei o sutiã e caí no choro. Quero que vocês saibam que eu chorei até meu nariz escorrer molhando a blusa de seda que comprei na liquidação. Chorei a até minha cabeça doer tanto, que eu mal via a pilha de lenços de papel no chão aos meus pés.
Quero que vocês saibam que ontem eu chorei pra valer. Ontem, eu chorei por todos os dias em que estive ocupada demais, ou cansada demais, ou com raiva demais para chorar. Chorei por todos os dias, por todas as formas e por todas as vezes que desonrei, desrespeitei e desliguei meu Eu de mim mesma. Mas meu Eu se refletiu de volta para mim quando os outros fizeram comigo as mesmas coisas que eu já fizera comigo mesma. Chorei por todas as coisas que me foram roubadas; por todas as coisas que eu pedi e que não consegui receber; por todas as coisas que, depois de conquistar, eu dei a outras pessoas em circunstâncias que me deixaram vazias, gasta e exaurida.
Quero que vocês saibam que ontem eu chorei pra valer. Ontem, eu chorei por todos os dias em que estive ocupada demais, ou cansada demais, ou com raiva demais para chorar. Chorei por todos os dias, por todas as formas e por todas as vezes que desonrei, desrespeitei e desliguei meu Eu de mim mesma. Mas meu Eu se refletiu de volta para mim quando os outros fizeram comigo as mesmas coisas que eu já fizera comigo mesma. Chorei por todas as coisas que me foram roubadas; por todas as coisas que eu pedi e que não consegui receber; por todas as coisas que, depois de conquistar, eu dei a outras pessoas em circunstâncias que me deixaram vazias, gasta e exaurida. Chorei porque realmente chega um momento em que a única coisa que nos resta é chorar. Ontem, eu chorei. Chorei porque meninos pequenos são abandonados pelos pais; e as meninas são esquecidas pelas mães; os pais não sabem o que fazer e por isso vão embora; as mães são abandonadas e ficam com raiva. Chorei porque eu tive um menininho, e porque eu ainda era uma menina pequena, e porque eu era uma mãe que não sabia o que fazer, e porque eu queria tanto que meu pai estivesse comigo, que chegava a doer.
Ontem, eu chorei. Chorei porque feri alguém. Chorei porque fui ferida. Chorei porque a ferida não tem para onde ir senão até o mais fundo da dor que a causou, e quando chega lá a dor acorda você. Chorei porque era tarde demais. Chorei porque tinha chegado a hora. Chorei porque minha alma sabia que eu não sabia que minha alma sabia tudo o que eu precisava saber. Chorei um choro espiritual ontem, e esse choro me fez muito bem. E me fez muito, muito mal.
Em meio ao meu choro, senti minha liberdade vindo, porque ontem, eu chorei sobre cada momento da minha vida.”
domingo, 1 de abril de 2012
Livro: Soul love (A noite o céu é perfeito)
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| Capa do Livro |
Olá pessoal quanta saudade hein! hoje venho trazer a vocês um livro que li e simplesmente me apaixonei.
Confesso que não sou muito fã da leitura, mais este em especial me chamou atenção
Esse livro de capa fofa e míseras 206 páginas me encantou! Nunca havia ouvido falar de Lynda Waterhouseaté eu adicionar o livro no meu skoob, e olha, vou começar a procurar saber mais sobre os livros dela!
Soul Love tem a narrativa feita por Jenna, uma garota ruiva com mechas louras no cabelo, que tem apenas 15 anos. Descrita como problemática, “impossível” e atual causadora de rugas em sua mãe, que diz que somente com muito botox poderá preenche-las. No início descobrimos que Jenna andou aprontando alguma coisa muito séria em seu colégio em Londres. Aparentemente ela estava adquirindo toda a culpa, protegendo alguns de seus amigos. A mãe dela não aguenta mais as encrencas da filha e resolve como castigo levá-la para passar o verão com sua tia Sarah, na cidade chamada Little Netherby. Sua tia não era uma pessoa muito organizada, morava em um chalé cheio de objetos estranhos e cuidava de um sebo na cidade.
O que Jenna não sabia é que sua tia havia acabado de ter uma desilusão amorosa e também estava em trapos. Ou seja, a garota havia sido levada pra lá pra ser “cuidada” pela tia, mas parece que os papéis seriam invertidos. Além disso ela acaba vendo um Garoto Misterioso, dono de um peito muito, hum… charmoso. Só que esse garoto esconde segredos muito sérios, e que o que ela havia aprontado em Londres não era nada comparado ao que ele tinha que passar. Na cidade ainda havia Cléo uma menina muito ligada ao Garoto Misterioso. Eles compartilham o mesmo segredo e lutam juntos para sobreviver. O problema é que ao mesmo tempo que Jenna aprende muito na cidade, ela vai ter que ser forte pra aguentar o que pode acontecer.
Lynda escreve de uma forma forte e leve ao mesmo tempo. Eu senti todas as emoções da personagem. Ri, chorei, fiquei com raiva, nervosa, e tudo isso ao longo das descrições. Isso é incrível porque o livro é muito pequeno, mas consegue contar toda a história e descrevendo de uma forma ótima. Além disso a autora aborda um assunto muito, muito delicado. Nunca havia lido nada que abordasse esse tema. E na hora que descobri isso, levei um susto.O final é surpreendente, mas pode ser que não agrade a maioria. Eu torci muuuito, mas não deu certo. O que eu falo pode parecer meio avoado, mas é que eu não quero deixar transparecer nem um spoiler comprometedor. Só posso dizer que a leitura desse livro é muito legal! E recomendo!
Bjos, e até a próxima!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Nós.
Olha só, nós nos perdemos. Foi só um erro de cálculo, você apareceu do outro lado da rua. Uma rua que ninguém pode atravessar. Que estranho, me pergunto se a vida poderia ter sido diferente se você tivesse aqui. Nossa história não aconteceu na hora errada — ela não aconteceu. Não houve história e muito menos nossa história. O céu mudou de cor. Era só saudade, não era? Coisa que passa. Porque o céu tornou-se cinza? Meu coração tornou-se branco como a neve. E, por ironia, frio como a neve também. As pessoas normalmente dizem que isso passa. Talvez passe, depois de inúmeros dias, meses… Talvez passe. Mas de certa forma eu sentirei saudade. Sem ter porque chorar ou sofrer. Eu não consigo me imaginar feliz, acho que isso é um problema. Eu tenho medo de encontrar outro alguém.Tenho mesmo, medo demais. Como se eu não tivesse a capacidade de fazer outro alguém me amar. Outro além de você, outro como você. Alguém que me ame como você amou, fingiu amar.
Eu acreditei, tudo bem? E pra mim foi amor. Do outro lado da estrada, te vejo em outros braços. Você já percebeu que meus olhos chamam os teus? Você tenta evitar, me fala coisas horríveis, grita que ama todo mundo, menos eu. Grita até que me odeia. Mas não para de olhar. Tenho vontade de atravessar a rua, e chegar bem perto a ponto de sentir a tua respiração. O que você faria? Me mataria? Seria bom. Mas eu não posso atravessar. Ninguém pode. Essa rua tem movimento demais, ninguém consegue passar. Na esquina dela eu vejo uma placa, “Rua do Ódio”. Olha, mais uma ironia, a gente se encontrou separado pela rua que sempre dissemos que evitaria. A avenida do amor está longe daqui.
A gente caminhou demais para chegar a esse ponto. A gente se cansou e desistiu de caminhar mais um pouco para a rua da amizade. Ultrapassamos tantos obstáculos e paramos em uma pedrinha que tinha no caminho. Você me ensinou a lutar atrás do que eu queria e de repente desistiu. Mas quer saber? Eu também desisti. Eu vou continuar aqui, te olhando de longe. Vendo meus olhos chamando os teus e a tua incrível infantilidade de gritar que está feliz. E vou rir. Você mente para si mesmo. Vou ficar parada até você tomar coragem de atravessar. Com todo esse movimento turvo nessa rua escura e horripilante, você será o primeiro a passar. Assim como você venceu tantos obstáculos antes. E você irá ultrapassar por mim. Porque eu sei, algo teu ainda é meu. Você ainda é meu. E eu, ah, eu sou tua, por completo.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Amor Possessivo.
Meninas, vou começar a falar um pouquinho de comportamento também, acho que esse assunto é muito vasto e sempre tem alguma coisa que nunca foi falada.
O assunto que vou abordar hoje com vocês é a co-dependência, que nada mais é que você depender emocionalmente de algo ou alguém. Muitas pessoas dependem das drogas, do álcool, mas acredito que muitas pessoas ainda não perceberam ainda que tem dependências que podem tornar a nossa vida um tanto quanto dolorosa. Há ainda a dependência dos pais, a dependência do parceiro, namorado, noivo, marido. Vou falar um pouquinho mais para vocês sobre isso.
Os sintomas da co-dependência, são a ansiedade, depressão, angustia, baixa auto-estima, insegurança. Os co-dependentes vivem com o excesso, tem a necessidade de controle e deixam a vida de lado para viver a vida do outro.
Os co-dependentes acabam deixando suas metas e objetivos de lado para ajudar e controlar a vida do outro. Vivem numa situação de angustia, preocupação e acaba se colocando na função de vitima.
Até o próximo
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Pulseiras!
Oie amados beleza?
Quem aí conseguiu passar 2011 sem comprar pelo menos uma pulseirinha?! O ano foi marcado por muitas tendências e uma delas (que ganhou nossa categoria “Acessório do Ano” na retrospectiva!), foi o tal mix de pulseiras que a gente ama tanto. 2012 chegou e já que incoorporamos tão bem o pulso cheio de balangandãs aos looks ,tanto diurnos quanto noturnos, acredito que a trend ainda vá durar muitas temporadas…
Mas se você ,assim como eu, ainda fica confusa na hora de combinar as peças e fazer “arm parties” tão descombinadas e charmosas quanto as da Man Repeller, presta atenção nesse post que depois dele eu garanto que vai ficar mais fácil! hehe A pesquisa super me ajudou também. Vamos lá? Dividi em três grupos:
- SALADA MISTA: Esse é o que eu mais curto. Quanto mais misturado, melhor! Parece fácil juntar tudo que tiver na gaveta, mas não é tão simples assim, tem uma medida certa. Mas acho que a fórmula mais garantida é a seguinte: Comece com aqueles braceletes de praia, bem coloridos (se for neon, melhor ainda!). Uns dois dele em formatos diferentes tá bom! Depois, adicione algum coloridinho de tecido ou crochê com pedraria e finalize com peças mais refinadas como pulseiras modelo riviera (essa toda de pedrinhas), braceletes metálicos e até uma correntinha com olho grego ou outro pingente!
- CHIQUERIA: Agora se a produção for mais refinada e mesmo assim você não quer abrir mão do seu mix de pulseiras, pode apostar em uma combinação monocromática de metálicos. Prata, cobre, dourado..fica super sofisticado! Pra deixar tudo mais interessante, capriche nas texturas como nas fotos da montagem!
- HIPPIE DE BOUTIQUE: Mas se a programação for nas areias e seus arredores, é só escolher peças com cores e materiais mais “relax”, como a palha, miçanguinhas, couro e pedras como turquesa e coral. Fica um charme! E pode caprichar na mistura dos modelos. Até shamballa tem suas versões boho…é só procurar!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Sexta-feira 13
I ai galerinha como vão? espero que bem ^^, eu nos últimos dias ando numa correria só , mais hoje por ser um dia tão polemico achei legal fazer um post sobre qual o real significado da Sexta-Feira 13.
A crença na má sorte do número 13 parece ter tido sua origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta - até em países cristãos - é estimado como símbolo de boa sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte. Assim, na Öndia, o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda.
Bom fiz algumas pesquisas e encontrei 3 histórias distintas que nos fazem refletir melhor sobre essa data... vamos lá!
A crença de que o dia 13, quando cai em uma sexta-feira, é dia de azar, é a mais popular superstição entre os cristãos. Há muitas explicações para isso. A mais forte delas, segundo o Guia dos Curiosos, seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.
Mas mais antigo que isso, porém, são as duas versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.
Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.
O número 13
A crença na má sorte do número 13 parece ter tido sua origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta - até em países cristãos - é estimado como símbolo de boa sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte. Assim, na Öndia, o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda.Na China, não é raro os, dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas. Reportando-nos agora à civilização cristã, lembramos que nos Estados Unidos o número 13 goza de estima, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana. Além disso, o lema latino da Federação, "E pluribus unum" (de muitos se faz um só), consta de 13 letras; a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.
Até a próxima pessoal
Bjos Bjos
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Projetos 2012
Olá bonitos como vocês estão estes dias hein?
Bom hoje venho trazer pra vocês meus planos para o Insônia neste ano de 2012.
A ideia central foi sempre trazer a vocês tudo que de interessante no meu ponto de vista eu encontrasse por ai,e fixa-la ao blog como por exemplo textos, tendencias, videos musicas e tra lá lá....
Mais este ano vai ser um pouco diferente, mantei sim esses assuntos de tendencias, moda, e principalmente humos, mais alem disso trarei passo a passo e todo o desenrolar de um projeto particular meu que ainda é segredo, mais em breve vocês saberão. Vai seu um pouco dificil pois serão bastantes posts bem detalhados e afins.. e o legal é que é um projeto com desenvolvimento previsto em 10 meses... ou seja muito assunto pra gente colocar aqui não é!
Acredito que vocês vão gostar pois estes posts vão ser diários, e não passaremos tanto tempo longe, quanto nos últimos dias confesso que uma falha bem grave... mais vocês me perdoam né!
Bom amados agora é só esperar e logo logo mais novidades para vocês
Bom agora é só e até loguinho
bjos bjos
![]() |
| aguardem surpresas |
A ideia central foi sempre trazer a vocês tudo que de interessante no meu ponto de vista eu encontrasse por ai,e fixa-la ao blog como por exemplo textos, tendencias, videos musicas e tra lá lá....
Mais este ano vai ser um pouco diferente, mantei sim esses assuntos de tendencias, moda, e principalmente humos, mais alem disso trarei passo a passo e todo o desenrolar de um projeto particular meu que ainda é segredo, mais em breve vocês saberão. Vai seu um pouco dificil pois serão bastantes posts bem detalhados e afins.. e o legal é que é um projeto com desenvolvimento previsto em 10 meses... ou seja muito assunto pra gente colocar aqui não é!
Acredito que vocês vão gostar pois estes posts vão ser diários, e não passaremos tanto tempo longe, quanto nos últimos dias confesso que uma falha bem grave... mais vocês me perdoam né!
Bom amados agora é só esperar e logo logo mais novidades para vocês
Bom agora é só e até loguinho
bjos bjos
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Ah o AMOR!
Ola queridíssimos como vocês estão hein? cheios de energia aposto! kkkk.
Gente que correria é essa, o ano começou a mil já!
Bom hoje só pra não dizer que eu abandonei vocês trago um lindo texto que li e achei bem interessante, espero que vocês gostem ok!
~ // ~
Cá entre nós: fui eu quem sonhou que você sonhou comigo?
Ou teria sido o contrário?
Sonhei que você sonhava comigo. Mais tarde, talvez eu até ficasse confuso, sem saber ao certo se fui eu mesmo quem sonhou que você sonhava comigo, ou ao contrário, foi quem sabe você quem sonhou que eu sonhava com você. Não sei o que seria mais provável. Você sabe, nessa história de sonhos — falo o óbvio —, nunca há muita lógica nem coerência. Além disso, ainda que um de nós dois ou os dois tivéssemos realmente sonhado que um sonhava com o outro, também é pouco provável que falássemos sobre isso. Ou não? Sei que o que sei é que, sem nenhuma dúvida:

Sonhei que você sonhava comigo. Certo? Não, talvez não esteja nada certo. Também não era isso o que eu queria ou planejava dizer. Pelo menos, não desse jeito embaçado como uma vidraça durante a chuva. Por favor, apanhe aquele pequeno pedaço de feltro que fica sempre ali, ao lado dos discos. Agora limpe devagar a vidraça — quero dizer, o texto. Vá passando esse pedaço de feltro sobre o vidro, até ficar mais claro o que há por trás. Lago, edifício, montanha, outdoor, qualquer coisa. Certamente molhada, porque só quando chove as vidraças embaçam. Será? Não tenho certeza, mas o que quero dizer, disso estou certo, começa assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Agora penso que é também provável que — se realmente fui mesmo eu a sonhar que você sonhou comigo; e não o contrário — eu não estivesse sonhando. Nada de sono, cama, olhos fechados. É possível que eu estivesse de olhos abertos no meio da rua, não na cama; durante o dia, não à noite — quando aconteceu isso que chamo de sonho. Embora saiba que — se foi dessa forma assim, digamos, consciente — então não seria correto chamá-la de sonho, essa imagem que aconteceu —, mas de imaginação ou invento até mesmo delírio, quem sabe alucinação. Mas não, não é isso o que quero contar, O que quero contar, sei muito bem e sem nenhuma hesitação, começa assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo. Verdade eu queria muito. Estou piorando as coisas, preciso ser mais claro. Começando de novo, quem sabe, começando agora:

Sonhei que você sonhava comigo. Depois que sonhei que você sonhava comigo, continuei sonhando que você acordava desse sonho de sonhar comigo — e era um sonho bonito, aquele —, está entendendo? Você acordava, eu não. Eu continuava sonhando, mas na continuação do meu sonho você tinha deixado de sonhar comigo. Você estava acordado, tentando adequar a imagem minha do sonho que você tinha acabado de sonhar à outra ou à soma de várias outras, que não sei se posso chamar de real, porque não foram sonhadas. Mas, se foi o contrário, então era eu, e não você, quem tentava essa adequação — nessa continuação de sonho em que ou eu ou você ou nós dois sonhamos um com o outro. Nos víamos? Quase consegui, agora. Preciso simplificar ainda mais, para começar de novo aqui:
Sonhei que você sonhava comigo. Depois, fiquei aflito. E quase certo de que isso não tinha acontecido. O que aconteceu, sim, é que foi você quem sonhou que eu sonhava com você. Mas não posso garantir nada. Sei que estou parado aqui, agora, pensando todas essas coisas.
Como se estivesse — eu, não você — acordando um pouco assustado do bonito que foi ter tido aquele sonho em que você sonhava comigo. Tão breve. Mas tudo é muito longo, eu sei. Estou ficando cansativo? Cansado, também. Está bem, eu paro. Apanhe outra vez aquele pedaço de feltro: desembace, desembaço. Choveu demais, esfriou. Mas deve haver algum jeito exato de contar essa história que começa e não sei se termina ou continua assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto
Gente que correria é essa, o ano começou a mil já!
Bom hoje só pra não dizer que eu abandonei vocês trago um lindo texto que li e achei bem interessante, espero que vocês gostem ok!
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Cá entre nós: fui eu quem sonhou que você sonhou comigo?
Ou teria sido o contrário?
Sonhei que você sonhava comigo. Mais tarde, talvez eu até ficasse confuso, sem saber ao certo se fui eu mesmo quem sonhou que você sonhava comigo, ou ao contrário, foi quem sabe você quem sonhou que eu sonhava com você. Não sei o que seria mais provável. Você sabe, nessa história de sonhos — falo o óbvio —, nunca há muita lógica nem coerência. Além disso, ainda que um de nós dois ou os dois tivéssemos realmente sonhado que um sonhava com o outro, também é pouco provável que falássemos sobre isso. Ou não? Sei que o que sei é que, sem nenhuma dúvida:

Sonhei que você sonhava comigo. Certo? Não, talvez não esteja nada certo. Também não era isso o que eu queria ou planejava dizer. Pelo menos, não desse jeito embaçado como uma vidraça durante a chuva. Por favor, apanhe aquele pequeno pedaço de feltro que fica sempre ali, ao lado dos discos. Agora limpe devagar a vidraça — quero dizer, o texto. Vá passando esse pedaço de feltro sobre o vidro, até ficar mais claro o que há por trás. Lago, edifício, montanha, outdoor, qualquer coisa. Certamente molhada, porque só quando chove as vidraças embaçam. Será? Não tenho certeza, mas o que quero dizer, disso estou certo, começa assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Agora penso que é também provável que — se realmente fui mesmo eu a sonhar que você sonhou comigo; e não o contrário — eu não estivesse sonhando. Nada de sono, cama, olhos fechados. É possível que eu estivesse de olhos abertos no meio da rua, não na cama; durante o dia, não à noite — quando aconteceu isso que chamo de sonho. Embora saiba que — se foi dessa forma assim, digamos, consciente — então não seria correto chamá-la de sonho, essa imagem que aconteceu —, mas de imaginação ou invento até mesmo delírio, quem sabe alucinação. Mas não, não é isso o que quero contar, O que quero contar, sei muito bem e sem nenhuma hesitação, começa assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo. Verdade eu queria muito. Estou piorando as coisas, preciso ser mais claro. Começando de novo, quem sabe, começando agora:

Sonhei que você sonhava comigo. Depois que sonhei que você sonhava comigo, continuei sonhando que você acordava desse sonho de sonhar comigo — e era um sonho bonito, aquele —, está entendendo? Você acordava, eu não. Eu continuava sonhando, mas na continuação do meu sonho você tinha deixado de sonhar comigo. Você estava acordado, tentando adequar a imagem minha do sonho que você tinha acabado de sonhar à outra ou à soma de várias outras, que não sei se posso chamar de real, porque não foram sonhadas. Mas, se foi o contrário, então era eu, e não você, quem tentava essa adequação — nessa continuação de sonho em que ou eu ou você ou nós dois sonhamos um com o outro. Nos víamos? Quase consegui, agora. Preciso simplificar ainda mais, para começar de novo aqui:
Sonhei que você sonhava comigo. Depois, fiquei aflito. E quase certo de que isso não tinha acontecido. O que aconteceu, sim, é que foi você quem sonhou que eu sonhava com você. Mas não posso garantir nada. Sei que estou parado aqui, agora, pensando todas essas coisas.
Como se estivesse — eu, não você — acordando um pouco assustado do bonito que foi ter tido aquele sonho em que você sonhava comigo. Tão breve. Mas tudo é muito longo, eu sei. Estou ficando cansativo? Cansado, também. Está bem, eu paro. Apanhe outra vez aquele pedaço de feltro: desembace, desembaço. Choveu demais, esfriou. Mas deve haver algum jeito exato de contar essa história que começa e não sei se termina ou continua assim:
Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto
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